Espetáculos

GODET GODOT DODIN...

OU LÁ COMO ELE SE CHAMA!


MORUGEM

Rainha de Copas

Estragon e Vladimir esperam o sr. Godot. Mas será que é mesmo dele que estão à espera? O que é que esperam na verdade? Na esperança de encontrar respostas fazem-nos refletir sobre a nossa própria existência. Uma produção Alpha Teatro a partir de "À espera de Godot " de Samuel Beckett.











Na velha Irlanda, quando o mito era lei e a magia uma força da natureza conta-se a história de Sorcha, a sétima filha de um sétimo filho. MORUGEM é um espetáculo de inclusão social do Alpha Teatro inspirado na obra A Filha da Floresta deJuliet Marillier, em parceria com CLAI Associação de imigrantes de Almada e agrupamentos de escolas Emídio Navarro e Romeu Correia.





TATUAGEM

RAINHA DE COPAS de Ana Neves a partir da obra original Alice no país das maravilhas de Lewis Carroll.
Após a visita de Alice, parece que nada ficou na mesma e o Reino, que já de si era... diferente, ficou ainda mais ao contrário. Mas o que pode ter ficado assim tão diferente num Reino onde tudo está sempre envolto em fumo, desde o fumo do chá do chapeleiro ao fumo do cachimbo de água da Lagarta? Numa conversa tão descontraída quanto possível, ficamos a saber em que é que o Reino de Copas mudou, nas palavras da sua Soberana. Um espetáculo do Alpha Teatro para toda a família, encenado por Luís Menezes, interpretado por Sofia Raposo e musicado pelos fantásticos Mazéi (Marta Duarte d'Almeida e José Blanco).

A história verídica de um jovem homossexual, abusado sexualmente no início da sua adolescência e a homofobia vivida no decorrer do processo em tribunal.
Num malabarismo entre homossexualidade e preconceito, a história é contada aos 22 anos e desdobra-se em três tempos: no passado, no qual Guilherme remexe nas suas memórias, e partilha com o público aquilo que guarda de há nove anos atrás; no presente, onde se apresenta ao público, e onde diz e manifesta tudo aquilo que não disse e não fez na altura; e por fim, o futuro, no qual já tem 35 anos, já é pai e tem um casamento feliz.

Deus Já Foi Mulher


 A partir do texto "A confissão da leoa", de Mia Couto, procura refletir sobre os homens e mulheres que vivem em condições extremas, em espaços-tempo onde "não há polícia, não há governo, e mesmo Deus só há às vezes". Homens e mulheres que se batalham num permanente confronto com as feras, os seus fantasmas e culpas; homens e mulheres que se fundem entre factos, lendas e mitos, regidos por relações complexas e enigmáticas. Uma produção Alpha Teatro que promove a inclusão de jovens afrodescendentes do concelho de Almada em práticas teatrais, bem como alunos estagiários do curso de Artes e Ofícios do agrupamento de escolas de Emídio Navarro. 

Mit-Movimento de Intervenção Teatral


Projeto de intervenções performativas produzidas pela ALPHA TEATRO, Associação Cultural. 

Uma criação de Luís Menezes e Sofia Raposo que visa levar às ruas do Concelho de Almada os seus manifestos interpretados por jovens atores. A participação na Quinzena da Juventude é o arranque para o desenvolvimento do projeto MIT. Neste âmbito são abordados temas atuais como a emigração dos jovens e a desvalorização da arte.

O Mundo Ficou Cego


Nasce a partir do texto original Mea Culpa de Sara Nunes e apresenta-se como uma extensão da versão da autora. Pode-se falar de amor como uma dualidade pois na verdade, a nossa maior felicidade pode tornar-se na nossa maior infelicidade.

Em toda a história da humanidade houve personalidades desde filósofos a simples pensadores que deixaram grandes mensagens e frases que contribuíram para o molde da mentalidade de toda a sociedade que conhecemos hoje, ainda que diferente de cultura para cultura. Porém, temos assistido à distorção dessas mesmas mensagens que têm servido para justificar atos que vão no sentido oposto ao do seu real objetivo. As diversas religiões utilizaram e continuam a utilizar essas mensagens para justificar a guerra e na maior parte das vezes é a economia o que mais pesa nas suas decisões. O poder político utiliza a crença religiosa da população para a manipular a favor dos seus interesses. É neste sentido que acreditamos que as supostas frases de salvação da humanidade foram interpretadas como convinha a cada orgão de poder. Estas servem de justificação para as imagens de sofrimento que temos vindo a conhecer na atualidade quando falamos da Síria, da Palestina, do Paquistão, dos EUA, de Espanha... Criticamos assim a forma como a guerra tem justificado o terror em vez do amor, concluindo que o homem só não se salva porque não quer ser salvo. "Olho por olho e o mundo ficará cego" disse Gandhi, e de fato, O Mundo Ficou Cego.

Quando se fala da vida do homem é incontornável falar de amor, pois é a base de todas as outras manifestações sentimentais ou até emocionais do ser humano. É a semente do ódio, da saudade, da inveja, do medo, da culpa... Revela-se como a doença e a própria cura. Resta-nos então questionar: será o ato de maior amor alguma vez relatado na história humana, o ato de sacrificar o filho primogénito, como o conhecemos? Haverá outra história de amor por de trás dessa que a humanidade conhece por verdadeira? Uma coisa é certa, há sempre um grande amor por de trás de uma grande história.

Mea Culpa


A partir do episódio Bíblico A Anunciação nasce a ideia para Mea Culpa que se apresenta como uma outra versão da história. Uma nova e hipotética verdade ganha forma. Desconstruir para voltar a construir - é a base deste projeto teatral construído e reconstruído por três jovens criadores, eles próprios em constante construção.
A História era encantadora, sublime, bela.
Mas enjoámos de finais Felizes e Fantásticos.
Somos maus...
Culpa?
Agora é tarde para nos sentirmos culpados.
O mal está consumado.
Ch-ch-chiiiuuu... Silêncio...
Era uma vez um Homem.
Era uma vez uma Mulher.
Deu-nos mais prazer corromper todos esses adjetivos.
Não é preciso dizer mais nada.